Uma dieta saudável

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O termo dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica (saudável ou não). Ainda, o “comer ou não comer determinados alimentos também é o que caracteriza as dietas de determinadas populações. Isso implica dizer que deveríamos ouvir a respeito da dieta do brasileiro ou da dieta do mediterrâneo. Contudo, popularmente, o emprego da palavra “dieta” tem sido associado a formas e formas de se conter ou se reduzir o peso corporal, daí temos ouvido acerca da dieta da lua, dieta da sopa, etc.

Nesse sentido, diversas dietas tornaram-se populares nas últimas décadas. Algumas delas preconizam a introdução de um alimento específico à dieta habitual como é o caso da dieta do mel, do óleo de coco, da linhaça. Outras consideram a retirada total ou parcial de determinados alimentos ou grupos, a exemplo daquelas que excluem os carboidratos (Dukan, Atkins e South Beach). A dieta da clara do ovo, do tomate e do abacaxi, por exemplo, permite apenas o consumo desses alimentos por algumas sequências de dias. Ainda, há algumas que focalizam apenas, a ingestão de “dietas” líquidas ao longo do dia ou em substituição a algumas das refeições (dieta de Los Angeles, detox, da sopa, do shake, etc).

Dessas, o apelo às dietas líquidas se faz, em geral, devido a sua baixa densidade energética, isto é, apresentam poucas calorias em um grande volume. Estes líquidos precisam ter uma composição rica em todos os nutrientes necessários ao organismo, o que não ocorre na maioria das vezes. Além disso, a ingestão exclusiva de dietas líquidas nos distancia, na fase oral da deglutição, de um processo de extrema importância para a saciedade: a mastigação. Essa também é a fase mais prazerosa da alimentação, sem contar seu aspecto psicológico.

Sabores distintos, texturas, formas de preparo e de apresentação dos alimentos influenciam diretamente na relação com o que será consumido. O alimento deve ser desejado, visto e cheirado, envolver todos os sentidos para se potencializar o prazer de comer. Ao optarmos por determinados tipos de dietas, não estimulamos essas sensações primordiais e a monotonia alimentar pode levar a sentimentos de ansiedade, culpa e depressão.

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Outras consequências muito significativas ao organismo e que acompanham esses desfechos psicológicos são a desnutrição, os transtornos alimentares e as hipovitaminoses, entre outros, a exemplo dos recentes casos divulgados na mídia, da jovem que perdeu o movimento das pernas por substituir as refeições por shake e chá, durante oito meses, e do padre que foi diagnosticado com uma desnutrição importante por restringir, durante seis meses, sua alimentação a alface, cebola e três hambúrgueres por dia.

Sendo assim, no que se refere a uma dieta e, mais propriamente dita, a uma dieta saudável, ela deve reunir todas as substâncias químicas de que o corpo precisa para funcionar corretamente, requer diversidade de ingredientes, cores, sabores, texturas em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, vitaminas e minerais, respeitando-se ainda as leis da alimentação (quantidade, qualidade, harmonia e adequação); o que implica dizer que algumas das dietas mencionadas anteriormente, por serem parcial ou totalmente restritivas, perdem-se em suas teorias e conceitos e também nos fazem perder a ideia dos efeitos desastrosos que podem trazer para a nossa saúde.

Entre em contato com a Nutricionista Bruna Menegassi.

 

 

 

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